templo
Dentro desse tempo sinto me livre
Em teus lábios sinto esse cálice amargo
Os pego com meus braços feridos e sugo toda a essência
Conecto-me a você de um jeito que não poderemos nos deparar
Como uma corrente
Em teus seios bebo esse falerno doce,
Afogo-me em suspiros e faleço de tudo que tenho, por um minuto de prazer homogêneo
Sinto minha respiração falhar e como uma criança, aluado, brinco com as estrelas distantes e volto a sonhar,
Perco meus anseios de não ter o amanha,
Pois percebo que o hoje, ontem e o amanha,
São tudo o mesmo, no mesmo tempo, simplesmente outra irrelevância humana,
Uma ilusão da mente cotidiana, para perder a ilusão do sempre, só um outro sonho
Em teus cabelos, vejo o universo, suas estrelas e infinidade,
Quase me perco entre seus fios, de um tear perfeito do tempo
Que me prendem como uma teia de aranha
Perco-me e dou voltas continuas em meio ao salão principal
Em teus olhos reflito me
Olhos esses brancos de pureza e vermelhos da cor do fogo
Que me queimo de ardente prazer
Agora em seu templo ainda virginal
Rezo, uma reza santa, para os anjos,
Deuses, e tudo que há de você nesse mundo,
Deste as flores ate o mais lindo pôr-do-sol
Daquele girassol ate os méis da abelha
Da rosa branca ate um espinhoso jardim
Rezo em louvação a esse templo
Sagrado templo
(Lucas de Paula Ferreira)
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