Braços unidos
do seu andar que vinde a min o puro ar do céu que deslizam em meus sonhos
É dos teus abraços que mergulho num mar e afogo-me assim, e dos teus beijos que me aqueço do frio do inverno que vem me lembrar do calor do teu corpo
É do teu corpo que brindo meu maior desejo
E dentre teus gemidos de prazer que defaso meu eu
Dentre as paredes pintadas de branco e preto do meu quarto
Que vejo o dourado do mundo
E então venho assim a ti de corpo e alma, puro, nu de pudor, gritar-te a vida
Vida essa que ganhei de ti na noite que lhe - sorri ao dizer amor
é de tudo isso que venho no fim, sussurrando de cansaço, na fadiga do meu pulso errante
nas batidas precisas e caóticas do meu coração, dizer-te que em fim somos um
na lua , no céu, e na terra, almas emergidas da noite, somos apenas um dentro do outro
num momento de amor e prazer
então te tenho em momentâneo
em teus braços os meus se enlaçam
e se fundem na vida
(Lucas de Paula Ferreira)
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