segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

heroi moderno

heroi moderno


não sou quem pensa
não sei chegar as estrelas
nem entrar em sonhos de estranhos
não sei o que é ser indestrutível
e as vezes abaixo a cabeça e começo a rezar
não sou nenhum desses super-heróis dos gibis
não tenho super velocidade nem ao menos sei como voar
tenho algumas criptonitas escondidas no meu bolso

não sou nenhum herói
não tenho uma mascara, nem dupla personalidade
mas sei chegar até você...
consigo estar ao seu lado sempre que precisar!
e sei como cantar as musica escritas pelas estrelas
e te mostrar meus sonhos

sei como te segurar alguns centímetros do chão
e principalmente sei como parar a chuva

não sou nenhum herói
sou humano, tenho fraquezas, não sou de ferro
mas se você deixar...
só terei a você como minha criptonita
se você deixar eu serei teu herói
protegerei seu mundo de tudovigiarei a cidade do alto da mais alta torre
voarei sobre seus pesadelos e matarei cada tristeza
rasgarei minha camisa numa cena bem constrangedora para de fazer rir
pularei entre cidades e moverei montanhas
e você deixar estarei ao seu lado


(lucas de paula ferreira)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

relicários

relicários


Em um simples relicário
Nesse imenso relicário
Guardo minha vida
Que a ninguém pertence


Nesse pequeno e frágil relicário
Selado por uma lagrima
Esta minha infância e minha inocência
Que talvez nunca voltara

Em um Relicário
de amor
Guardo as realizações e as decepções
Alegrias e tristezas

Minha mente já um relicário
De coisas impensáveis
E impossíveis
Guardo meus segredos

Num relicário vazio
Guardo minha vida

Num relicário quase esquecido
Guardo minha fé
Não em deus
Mas sim nos homens e no mundo

E nesse ultimo relicário
Guardo os meus sonhos perdidos
Meus desejos não realizados
E meu amor não correspondido

Nesse ultimo relicário guardo minha morte
E liberto minha alma

(Lucas de Paula Ferreira)

jardim

jardim

no improvável
o florescer de uma rosa
num jardim de espinhos
Uma flor branca no meio da escuridão

(Lucas de Paula Ferreira)

O beijo

O beijo

Lembro-me como se fosse ontem
Aquela sensação inesquecível e inexplicável


Foi tudo como um sonho
Que eu não queria acordar

Nós juntos sentados olhando o mar e as estrelas
Que brilharam pra nós, só para nós

Eu estava olhando para o céu e falando idiotices de apaixonado
Mas você não parecia se incomodar com aquilo

E quando menos esperei, virou a cabeça e se aproximou de min
Aproximou-se do meu rosto
Fechou os olhos

Estava nervoso...
Como poderia não estar?
A cada centímetro mais nervoso ficava, minhas mãos tremiam
Não sabia o que fazer

Mas no momento em que nossos lábios se tocaram

Foi como se asas, minhas asas, crescessem e eu pudesse voar
Junto a ela
Só por aquele instante que eu não queria que acabasse
aquele instante se estendeu
Até minutos, horas, dias, meses, anos até a eternidade

Por uns simples minutos pude me libertar
Parar de me preocupar e viver

Naquele instante eu não me preocupava com mais nada
Só me preocupava em nunca terminar

(Lucas de paula Ferreira)

Cego

Cego


Tem outro mundo dentro de min
Que eu nunca vi
Onde a segredos da vida
Que eu poso mostrar

Mas talvez seja muito longe
Talvez eu só esteja cego
Talvez só esteja cego

Então me segure quando estiver aqui
Corrija-me quando estiver errado
Ajude quando estiver com medo
Ame-me quando eu for

Tudo que sou, tudo em min.
Sempre estarei aqui
Nunca te deixarei cair

Talvez só esteja cego...
Mas me ame quando for
Ame-me quando eu for

(Lucas de Paula Ferreira)

Sou eu

Sou eu



Sou eu,
Que chego devagarzinho
Ao teu coração

Sou eu,
Que ao teu lado estarei,
Da mais forte a mais terna tempestade

Sou eu,
Que serei seu amigo,
Mostrarei-te o caminho
Se assim você quiser

Sou eu,
Que te segurarei,
Enquanto andamos vendados pelo precipício
Que nos mesmos cavamos

Sou eu,
Sou eu que você prevê,
Sabe o que vou dizer
e o que vou fazer

Sou eu,
Que você lê,
Como uma pagina de um livro
Que você mesmo escreveu

Sou eu,
Que você conhece cada detalhe
Cada letra que escreve minha alma

(Lucas de Paula Ferreira)

real

real


Será que isso foi real?

Ou Foi tudo um sonho?
É... Creio que um sonho foi,

Ou Será que Aquela sensação podia ser real?
Creio que não...Mais foi tudo tão perfeito...

Se um sonho foi porque acordei?

E creio que para a vida acordei, ou a vida que acordou para mim?
Não... Não creio que a vida tenha acordado para min... Pelo menos ainda não

Então como explicar isso?

Indecisão, tristeza, alegria, raiva, amor, foi tudo um sonho?

Será que minha vida foi um sonho que acordei derepente?
É... Creio que um sonho foi...

Mais se foi sonho o que e real?
Na minha mente vazia tento entender

(Lucas de Paula Ferreira)

Boa noitee

Boa noite


Boa noite minha pequena criança
Sonhes, sonhes com o amanha que não Veras
Sonhes, sonhes com a vida que não terás


Boa noite pequena criança
Durmas apenas essa noite
Durmas e não se preocupes
Pois tudo acabara, num piscar de olhos

Boa noite criança
Tenha em seus sonhos sua inocência
Pois terás um esterno sono dos inocentes

(lucas de Paula Ferreira)

Silencio

Silencio

Uma vez, só uma vez!
Como se de repente
Tudo parou
E nada mais se ouviu

Como se de repente
Calou-se o vento,
Que já não mais assopra
Calou-se o mar,
Que já não ha mais ondas
Calou-se a mãe terra,
E tudo que nela abita

Como se de repente
Calou-se a vida,
Calou-se o sentimento,
Calou-se o poeta

(Lucas de Paula Ferreira)

Mal traçadas linhas de amor

Mal traçadas linhas de amor

Escrevo-te essas mal traçadas linhas meu amor
Pois veio a saudade a visitar meu coração
Escrevo-te estas mal traçadas linhas de amor
Pois veio o meu desejo a me possuir

Espero que desculpes os meus erros nas frases dessa carta
que provas minha afeição
Talvez tu nem a leias, mas tudo que me importa e mostrar-te
que ninguém me faz sorrir como tu me faz

Escrevo-te estas mal traçadas linhas para Confessar-te que não sei amar na vida mais ninguém
Escrevo-te estas mal traçadas linhas para lhe mostrar que ao me apaixonar por ti, não reparei que tu tivestes um tão belo olhar
Ainda lembro da vez que li no teu olhar a vida que sonhava

Ao terminar esta carta assinarei
Do sempre, sempre e sempre teu apaixonado

(Lucas de Paula Ferreira)

Como um anjo caido

Como um anjo caido


Mesmo com meu fraco coração partido
Não cairei,
Simplesmente farei como um anjo caído

Farei-me em milhões de pedaços, para você não me encontrar!
Agarrarei-me nas asas de uma águia e voarei

Mesmo com tristeza no meu coração
Não demonstrarei
Farei como um anjo caído

Esconderei esses sentimentos,
no fundo da minha já inexistente alma
mesmo que para isso tenha que me danar e me queimar por completo

Mesmo sem ninguém
Não desistirei
Farei como um anjo caído

Desfazeres-me desse corpo humano
Libertarei-me, e então todos irão ver o que escondo dentro de mim

Não, não chorarei, você não merece minha lagrimas!
Mulher de pedra,
Farei como um anjo caído e te esquecerei

(Lucas de Paula Ferreira)

tu

tu


Tu não és sonho, pois nunca sonharias com alguém como tu, com toda essa perfeição
Tu não é imaginação, pois tu és mais que minha mente fraca imaginaria, nunca a teria pensado, em cada mínimo detalhe
Tu não és anjo, pois tua beleza é mais que angelical és, talvez, divina, embora a primeira vez que a tenha visto tenha notado uma asa branca e uma nuvem meio dourada envolta de ti
Tu não és minha, pois a mim não podes pertencer, não sou digno, acho que ninguém é digno de tão pura beleza, de corpo e alma
Tu não és igual, és diferente, singular, perfeita, uma pintura de um artista apaixonado, um desenho bem traçado, uma obra de arte bem detalhada, um desejo bem realizado

Tu és a verdade e a mentira,
Tu és a certeza e o talvez
Tu és o exato e o quase
Tu és o nunca e o sempre
Tu és o tudo e o nada
Tu és a escuridão e a luz
Tu és caça e o caçador
Tu és eterna e passageira
Tu é meu amor e meu ódio
Tu é minha paixão
Tu é minha singela paixão


(Lucas de Paula Ferreira)

caminhos

caminhos


Mesmo que fiquemos abraçados ate doer, ainda assim não seremos um só
Mesmo que esses meus lábios sangrem de tanto prazer, mesmo assim não será nada mais profundo que um simples toque e Num lugar mais profundo que a gentileza Nos tocarmos é apenas dor.
Mesmo que fiquemos justos ate que isso fique sufocante, mesmo assim não estaremos ligados a algo mais que uma simples corrente

Algumas palavras que perdemos com certeza estão no mundo real
Perdidas em algum lugar desse mundo que deixamos ir
Mesmo que eu saiba que isso não passa de um sonho, acordar dele ainda assim é doloroso
Pois Cai agora desses meus lábios Um desejo intenso
Esses que eu mantive fechados com meus braços feridos
Agora que já sem esse desejo forte minha alma agora pode viver
Começo a respirar você a cada sopro gélido

Mesmo que nossos caminhos se tornem um, ainda assim andaremos em direções contrarias
Mesmo que nossos olhares se encontrem, nossos corpos ainda assim não poderiam se tocar
Mesmo que sonhe em estar no seu mundo e realizar os seus sonhos mais profundos, mesmo assim não passara de um sonho

Agora que a maldição da lua se espalhou dentre nossos sonhos gélidos
A mascara que cobria nosso coração foi desfeita e caiu mostrando o que tentávamos esconder de nós mesmos
E a imagem miraculosa refletida no espelho só mostrou o que nos era escondido
Nossos caminhos que haviam fugido, de repente se fundiram em uma só como antes já havia sido

(Lucas de Paula Ferreira)

Asas caídas

Asas caídas

Brilhante, lentamente vem
Bem leve, amor de hades
Lagrimas de um anjo caído
Leve luz azul
Pegou as asa é levou longe
Muito longe

Alguma dança para lembrar
Alguma luz para dormir
Alguma lagrima para sonhar
Alguma musica para iludir

Não chore por aquele que partiu, só venha,
Luz brilhante da manha,
Venha nesta noite eterna
E bata nas asas falsas
E recupere esse anjo caído

Alguma dança para esquecer
Alguma luz para acordar
Alguma lagrima para despertar
Alguma musica para perceber

Brilhante, longe luz,
veja o amor puro
Ele chora pela queda do anjo
Venha Leve lua azul
E recupere as assas desse maldito anjo caído

(Lucas de Paula Ferreira)

Coral de anjos

Coral de anjos

Canta o Anjo branco
Canta o Anjo negro
Canta o Anjo azul
Canta o Anjo vermelho

Com Asas brancas
Com Asas negras
Com Asas azuis
Com Asas vermelhas

Cantou um Anjo branco de asas brancas
Cantou um Anjo negro de Asas negras
Cantou um Anjo azul de Asas azuis
Cantou um Anjo vermelho de Asas vermelhas

Belas as Asas brancas do Anjo azul
Belas as Asas negras do anjo vermelho
Belas as Asas azuis do anjo branco
Belas as Asas vermelhas do anjo negro

Magnífico es o Anjo branco com asas negras
Magnífico es o Anjo negro com asas brancas
Magnífico es o Anjo azul com Asas vermelhas
Magnífico es o Anjo vermelho com Asas azuis

Ate que se viu as Asas vermelhas do anjo branco
Viu-se as Asas vermelhas do anjo negro
Viu se também as Asas negras do piqueno anjo azul
É caiu a Asa branca do ultimo anjo vermelho

Asas dos Anjos
Anjos com caídas asas
Anjos belos
Asas caídas


(Lucas de Paula Ferreira)

Poema para lily

Poema para lily

Escrevo-te estes versos claros d’oro para pedir-te que não chores
Não chores, pois Tuas lagrimas de anjo não merecem cair na terra dos homens
Não chores, pois quando choras o sol se apaga e a lua desbota de tristeza
Escrevo-te estes versos sinceros para que saibas que Sei que este dia o sol pode não sobrepuser as nuvens cinzas,
Mas não chore, sorria, pois quando sorri sei, o céu se abre e se vê a volta do grandioso sol
Escrevo-te estes versos meus para você
Para ver um sorriso de min para você
E de você para min
Sei que muitos leram ou ate quem sabe poucos, mas saiba que este poema que como um fonema,
Distingue a vida da morte,
A luz da sombra
Que Alem dos outros, Foi feito para você,

(Lucas de Paula Ferreira)

Anjo negro

Anjo negro

Olhe para este anjo que estas agora em teus braços
Olhe esse anjo de asas negras e de um coração vazio,
De alma fadada a caminhar na escuridão eterna
Não olhe as asas quebradas, pois elas já não são brancas
Não, olhe bem dentro dos olhos negros,
E tente ver a pureza que se encontra debaixo da nevoa densa
Olhe bem para esse anjo caído
Anjo esse que caiu na terra em teus braços fortes
Anjo esse que não teme a própria morte, pois já a sentiu.
Olhe bem dentro deste anjo negro

(Lucas de Paula Ferreira)

Monte

Monte


Malditas essas rodas velhas
Que rolam demasiado lento
Eu olho fixamente esta linha branca
Assim distante para ir
Solidão de vinda do sustento dos faróis
Que andam longitudinalmente
Quem derramou esta chuva?
Quem me fez a estas nuvens?
Olho fixamente através deste pára-brisa
Que pensa para fora das janelas
Tempo continua a chorar rastejando
E o Amor em chamar-me o repouso

Eu saltaria todas estas montanhas
E faria do céu Sal como o paraíso
Com as estrelas em meus olhos

Nós ambos cometemos-nos que ambos concordaramQue você faz o que você tem que começar e é o que você necessita
O sentir perto de mim com assim muitas milhas dentro entre

Maldita esta montanha
Furado neste círculo girando em torno do corte frouxo desta estradaQue se mantém a me mandar para baixo
maldita essa longitude dessa estrada eterna

agora

agora

Já não adianta
Tudo que desejo é te ouvir cantar
Pois já estou me agarrando em cada palavra que você diz

Mesmo que você não queria falar nada esta noite
Tudo bem, não quero nada mais que sentar nos portões do paraíso
E ouvir você respirar, Longa e lentamente
Não como um anjo como algo mais, um objeto sagrado, uma deusa talvez

Já não quero
Pois tudo o que fiz foi pousar minhas asas cansadas sobre você
Deixar o tempo rolar, na sua mais lenta vontade

Mesmo que o relógio não queira andar esta noite
Tudo bem, não quero nada mais que sentar num lago azul
E ouvir o vento falar, leve e silenciosamente
Não como uma frisa, como algo mais, um vendaval que vem do nada, um sopro talvez


Agora já não sei como explicar que lá fora, amor como uma rosa, morreu pelo tempo impetuoso e a festa acabou
Nosso barco partiu, o tempo passou na janela e eu não vi
Agora não sei mais mostrar, em algum lugar, aquela cicatriz, que não posso mais ver
Agora já sei como te pegar, te falar que nos somos assim
Agora Nem mais eu, nem mais você
Nós

(Lucas de Paula Ferreira)

Destino

Destino

Digo adeus a esse cavalo indomável,
Que ainda tenho medo e faz-me sentir inseguro
Tão fascinante e efêmero, tão sedutor
Como uma flor sem fruto
Tão voluptuosa que me faz trasbordar e entornar de prazer e ódio
E então debater em agonia
Digo adeus ao amor e a distancia entre o intervalo do tempo
Liberto minha sina, produnadas das crinas desse belo animal

(Lucas de Paula Ferreira)

templo

templo

Dentro desse tempo sinto me livre
Em teus lábios sinto esse cálice amargo
Os pego com meus braços feridos e sugo toda a essência
Conecto-me a você de um jeito que não poderemos nos deparar
Como uma corrente

Em teus seios bebo esse falerno doce,
Afogo-me em suspiros e faleço de tudo que tenho, por um minuto de prazer homogêneo
Sinto minha respiração falhar e como uma criança, aluado, brinco com as estrelas distantes e volto a sonhar,
Perco meus anseios de não ter o amanha,
Pois percebo que o hoje, ontem e o amanha,
São tudo o mesmo, no mesmo tempo, simplesmente outra irrelevância humana,
Uma ilusão da mente cotidiana, para perder a ilusão do sempre, só um outro sonho

Em teus cabelos, vejo o universo, suas estrelas e infinidade,
Quase me perco entre seus fios, de um tear perfeito do tempo
Que me prendem como uma teia de aranha
Perco-me e dou voltas continuas em meio ao salão principal

Em teus olhos reflito me
Olhos esses brancos de pureza e vermelhos da cor do fogo
Que me queimo de ardente prazer

Agora em seu templo ainda virginal
Rezo, uma reza santa, para os anjos,
Deuses, e tudo que há de você nesse mundo,

Deste as flores ate o mais lindo pôr-do-sol
Daquele girassol ate os méis da abelha
Da rosa branca ate um espinhoso jardim
Rezo em louvação a esse templo
Sagrado templo

(Lucas de Paula Ferreira)

Um dia

Um dia

Acordo meio adormecido depois de ter sonhado contigo, pensando se talvez tenha sonhado comigo então Levanto os meus braços e fico olhando a luz que passar pela minha mão, pensando se seguro uma estrela, ou só encosto na parede do meu quarto vazio
Abro lentamente meus olhos, vejo lentamente o clarão de luz aumentar, fico pensando
“Será o paraíso?” Abro meus olhos completamente e fico parado, imóvel, olhando a lâmpada e meu ventilador lá rodando e rodando bem lentamente....
Fecho meus olhos novamente, e viro pro lado, me encolhendo, mordendo de leve o cobertor, ate que o clarão de luz aumenta, ouso uma batida, vem aquele clarão no meu rosto e vejo do cubo se abrir uma passagem, também cúbica, para um mundo estranho, com seres estranhos
Saio da minha prizão, ainda meio cego pela luz envolta, caminho por um estranho caminho, ate que chego num lugar calmo, onde tem águas por todo lado, terra molhada e fofa, que da para deitar e rolar, lá deito e olho uma bola grande e brilhante se esconder numa imensidão, de uma estranha cor azul clara, ainda fazendo um caminho para meus pés,
E pela terceira vez fecho meus olhos e descanso olhando as estrelas,que pela primeira vez eu vi
E mais uma vez sonho com você, mas dessa vez acordo com você ao meu lado

(Lucas de Paula Ferreira)

sonho

sonho



Tive um sonho, que nele chovia,
Chovia sem parar, como lagrimas de cristal
Tive um sonho que te vi, lá como um anjo,
Um anjo azul, na noite branca
Tive um sonho que tinham pétalas, pétalas de violetas,.
Que desciam lentamente Num jardim sereno, como em um filme
Tive um sonho em que acordei, despertei do eterno,
Despertei do sonho, no sono dos inocentes

(Lucas de paula ferreira)

receita vazia

receita vazia

ingredientes para a receita do vazio:
alegria, vinda de meses
surpresa, bem conservada
tristeza, da preferência amarga
ilusão, vinda da inocência de uma criança
pitadas fortes, de todas as emoções

modo de preparo
junte um tablete e meio de alegria,
de preferência continua e encorpada à 11 meses,
adicione uma pitada de surpresa instantânea,
então coloque dois tabletes de tristeza bem amarga,
junte tudo e misture bem,
antes de levar ao forno temperar com bastante amor e uma chicara de ilusão,
coloque o tempero final de pitadas das suas emoções
deixe no forno ate estar bem forte, então guarde com cuidado no seu coração
deixe lá, quando quebrar, junte cada pedacinho e entregue a quem lhe deu os ingredientes
então pode começar a se deliciar com a fantástica sensação do vazio
aquela que te faz esquecer tudo, te da nenhuma emoção

(Lucas de Paula ferreira)

então

então

Vi-te
Então Senti tuas tão singelas mãos
Então senti meu coração,

Conheci-te
Senti então meu desejo ardente tomar conta de min,
Senti então me perder dentro de min,

Amei-te
Então me senti afogar em meio a delírios passageiros,
Então me levei à loucura ao ouvir tua voz,
E danei-me e queimei-me no fogo deste amor,
Isso tudo só para ouvir te amo

Perdi-te
Então o que me resta é me afogar num deserto frio,
Então o que me resta é me queimar-me em meio a rios que se passaram
O que em resta é esquecer-te

(Lucas De Paula Ferreira)

lua

lua

estranha noite... esta que sonho
tão delicada, perfeita...
com lua cheia, ou talvez minguante, nunca soube qual, apenas ficava lá olhando...
nova no céu, como uma criança, daquelas aluadas, parecendo me chamar para brincar
mas como se a nuvem quisesse esconder ela do mundo, cobriu-a com pedaços do paraíso
então vi a lua fugindo
e vi uma garota, ela parecia um sonho,
estranha, os seus olhos eram uma prisão de cristal
e ela com aqueles olhos brilhantes me chamando, penetrando bem fundo na minha alma
dentro daqueles olhos vi a viva e a morte
então naqueles olhos vi a tempestade...e me prendeu por completo
eu sabia

(lucas de paula ferreira)

Braços unidos

Braços unidos


do seu andar que vinde a min o puro ar do céu que deslizam em meus sonhos
É dos teus abraços que mergulho num mar e afogo-me assim, e dos teus beijos que me aqueço do frio do inverno que vem me lembrar do calor do teu corpo

É do teu corpo que brindo meu maior desejo
E dentre teus gemidos de prazer que defaso meu eu
Dentre as paredes pintadas de branco e preto do meu quarto
Que vejo o dourado do mundo
E então venho assim a ti de corpo e alma, puro, nu de pudor, gritar-te a vida
Vida essa que ganhei de ti na noite que lhe - sorri ao dizer amor

é de tudo isso que venho no fim, sussurrando de cansaço, na fadiga do meu pulso errante
nas batidas precisas e caóticas do meu coração, dizer-te que em fim somos um
na lua , no céu, e na terra, almas emergidas da noite, somos apenas um dentro do outro
num momento de amor e prazer
então te tenho em momentâneo
em teus braços os meus se enlaçam
e se fundem na vida

(Lucas de Paula Ferreira)

flor de sempre

flor de sempre


flor,
não percebes...
que eu sempre, sempre
sempre te amei
escondido nesse jardim..
procurando um jeito de te encontrar...

flor... linda flor
sonhei com ti esta noite...
foi tão bom, sonhei que te recolhia....
cheira-te a aroma de jasmin,
aroma leve...
cheguei a sentir tuas pétalas graciosas

flor...
sempre flor
saibas que sempre te amarei
não podereis trocar-te nem por um jardim
nenhuma outra tem teu odor
que me chama
flor
porque não percebes...
como quero-te, e sempre quis...
sempre te amei
flor...

(lucas de paula ferreira)

menina suburbana

menina suburbana

Você não sabe de onde vem
Procura esconderijo em partes obscuras da mente
Finge saber o que é alegria
Mas você não é uma menina sentimental
já ate se esqueceu o porquê de tanta raiva
Sem saber que esta mais só que todos
Culpa a sua solidão pelos outros a sua volta
Esconde essa solidão em festas, em outros corpos.
Se doa para que não percebam sua lagrima
Finge ser forte, quando é mais fraca que a grossa lamina que perfura sua alma.
Se embebede se para esquecer a vida que se tem
Mas logo vem a ressaca e toda a vida volta, lembra que esqueceu de sorrir e fica triste mais uma vez
Embeleza-se para esconder a feiúra que esta sobe o manto de falsidade
Sobre as duras camadas de maquiagem esqueceu de colocar seus olhos
Que já estão esquecidos dentro de seu armário
Como essa roupa que me vestes agora
Procura uma coisa que já não se temMas você já esqueceu do que é,
Esqueceu do amor

(Lucas de Paula ferreira)

sonho congelante

sonho congelante

o brilho da rua por onde ando me ilumina tão friamente
como se me congelasse por completo, parecendo não sair do lugar
preso em sonho luminoso, sem ter para onde correr

o som dos carros e a luminosidade da estrada
parecem me capiturar num tempo eterno
onde sussurros de multidões se juntam em uma unica voz
ate se dissipar na quietude da noite

o frio da noite fazem sonhos caírem como chuva
perdidos no farol dos carros, caidas das mentes cansadas,na caida da noite
multidões se juntamo para caminhar cada um sem seu rumo
cada um com sua mão pálida pelo frio
cada um com seu rosto modificado pelo tempo
cada um perdido em solidão, e emoções falsas

todos presos em um
no mesmo sonho que eu
um sonho que congelaste
sonho congelante

(Lucas de Paula ferreira)

sonho de icaro

sonho de icaro

Ilusão,
Desejo,
Solidão,
Morte
Tristeza
Cinza

Assim do pó veio a fênix
Assim da tempestade veio o anjo
E Assim vinda da luz Assim retirou as trevas

realidade
Amor
cumplicidade
vida
Felicidade
Cores vivas

Pos da vida a eternidade
Pos do corpo o desejo
Pos da alma o coração
Pos do certo o errado
E pos da lagrima a ventania
Da minha vida pos o amor

E do amor me pus nos portões do paraíso
Dos portões do paraíso me pus a te escutar
E te escutando me pus a dormir
E do sono te vi
E comecei tudo de novo

(Lucas de Paula ferreira)

Jardineiro

Jardineiro

Do jardim se fez a rosa
Da rosa se fez o amor
Do amor se fez a felicidade
Da felicidade se fez a insegurança
Da insegurança se fez a morte
Da morte se desfez a rosa
da morte da rosa se desfez o jardineiro
damorte do jardineiro se desfez a vida

(Lucas de Paula Ferreira)

sombras da mente

sombras da mente

aqui dentro, preso
não ha saida, não ha inicio, não ha alem das sombras da minha mente
nesse quarto escuro, nessa sala,
ningem me ouve, ningem me ve
sou a minha propria sombra
não sou o que devia ser
nem o que sou
e como ser
se nessa sala escura
o escuro é tão claro
quanto minha mente

(Victoria Santolia Cardozo & Lucas de Paula Ferreira)

sinfonia do anjo caido

sinfonia do anjo caido

tudo naquela sala cheirava a morte,
a própria vida cheirava a morte,
eu andava lentamente pelo abismo,
em volta de mim mortos, implorando por ajuda
o cheiro era irreconhecível
cheirava a desespero

foi quando no fim docaminho sombrio
vi o rosto dela, tão sereno, tão calmo,
como se estivesse dormindo
me trousse paz...
algo naqueles olhos fechados, e expressão calma me aliviou
a face normalmente cheia de rugas, agora estava limpa
mal percebi o tubo entrando em teu corpo,
e as maquinas que apitavam sem parar por um momento pararam,

Olhei-a e sussurrei segredos,
confidências, juras de amor,
balancei teu cabelo, espetado
passei as mãos em sua testa lisa, estranhamente lisa
segurei sua mão, estava fria
tentei aquece La, tentei jogar a morte para longe
mas nada funcionava, a morte a segurava ainda mais firme
só segurei o que pude e no seu ouvido falei palavras de adeus
palavras de um adimirador

tentei falar poesias
declamar tudo a ela
mas nada saiu
mesmo assim a vi sorrir, mesmo que por 1 segundo
dei meu ultimo adeus,
e fui... 
 
(lucas de paula ferreira)

confusão

confusão

minhas palavras confundem sua cabeça, meus movimentos confundem teu corpo
meu jeito confunde sua mente
e meu coração confunde tua boca
(Lucas De Paula Ferreira)

Como não te esquecer

Como não te esquecer

Passo 1: abraço meu cobertor com força
Passo 2: agarro meu lençol e faço dele cobertor,
Passo 3: mordo de leve a fronha,
Passo 4: fecho os olhos,
Passo 5: finjo não fingir que você está ao meu lado,
Passo 6: abro os olhos lentamente, vejo que não está lá,
Passo 7: fico triste,
Passo 8: levanto.
Passo 9: paro um pouco,
Passo 10: arrumo-me
Passo 11: pego aquele mesmo ônibus de toda manha
Passo 12: espero horas incontáveis, divagando um pouco
Passo 13: levanto os olhos,
Passo 14: vejo-te
Passo 15: abraço-te
Passo 16: cheiro-te
Passo 17: amo-te
Passo 18: pego sua mão
Passo 19: levo-te aos lugares
Passo 20: abraço-te mais uma vez
Passo 21: despeço-me
Passo 22: vou para casa
Passo 23: troco-me, deito na cama, e faço tudo do passo 1 novamente, muitas e muitas vezes
E finalmente dou um passo para trás, para longe do você
E como se não agüentasse mais 2 ou 3 em sua direção
Abraço-te e volto a dormir

(Lucas de Paula ferreira)

voz longicua

voz longicua

se não me escutas
farei-te dessas palavras, poesias
soneto...quem sabe...
mesmo que entao
um soneto sem rimas

farei-te de plavras músicas
cantarei-te meu sentimento
vaga de lembranças e livre
livre como cada palavra que falo

farei de tu boca um tumulo para cada frase minha
que tende a vir, viver e morrer em teu ser

então dessa voz longuicua
sentirá minha voz
e então comigo
cantará essa música
sem melodia se ritimo
sem verdade

(lucas de paula ferreira)

diga que não me ama

diga que não me ama



va diga que me ama
diga agora! antes que o momento passe...
diga que me ama! diga muito, e diga rapido!
não deixe passar o tempo
não deixe que acabe

diga que me ama,
pois só quando dizes é que tenho plena certeza de tal
não deixe de dizer, por achar estupidez
nem canse de falar, nem ache que cansei de ouvir

vamos, fale
fale, a cada segundo, minuto, pelo resto de nossas vidas
fale, eu preciso ouvir
eu preciso saber que me ama
diga!
va diga que me ama
pois só assim saberei que estas comigo...

se não falar, então pelo menos diga que não me ama
o silencio não fala sozinho
use a boca,
use as palavras
diga-me se me quer ou não
se me querer, diga que me ama, me abrace, me beije, forte!
faça esse momento ser eterno
diga que me ama...

(lucas de paula ferreira)