relicários
Em um simples relicário
Nesse imenso relicário
Guardo minha vida
Que a ninguém pertence
Nesse pequeno e frágil relicário
Selado por uma lagrima
Esta minha infância e minha inocência
Que talvez nunca voltara
Em um Relicário
de amor
Guardo as realizações e as decepções
Alegrias e tristezas
Minha mente já um relicário
De coisas impensáveis
E impossíveis
Guardo meus segredos
Num relicário vazio
Guardo minha vida
Num relicário quase esquecido
Guardo minha fé
Não em deus
Mas sim nos homens e no mundo
E nesse ultimo relicário
Guardo os meus sonhos perdidos
Meus desejos não realizados
E meu amor não correspondido
Nesse ultimo relicário guardo minha morte
E liberto minha alma
(Lucas de Paula Ferreira)
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário