terça-feira, 20 de outubro de 2009

relicários

relicários


Em um simples relicário
Nesse imenso relicário
Guardo minha vida
Que a ninguém pertence


Nesse pequeno e frágil relicário
Selado por uma lagrima
Esta minha infância e minha inocência
Que talvez nunca voltara

Em um Relicário
de amor
Guardo as realizações e as decepções
Alegrias e tristezas

Minha mente já um relicário
De coisas impensáveis
E impossíveis
Guardo meus segredos

Num relicário vazio
Guardo minha vida

Num relicário quase esquecido
Guardo minha fé
Não em deus
Mas sim nos homens e no mundo

E nesse ultimo relicário
Guardo os meus sonhos perdidos
Meus desejos não realizados
E meu amor não correspondido

Nesse ultimo relicário guardo minha morte
E liberto minha alma

(Lucas de Paula Ferreira)

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