terça-feira, 20 de outubro de 2009

sinfonia do anjo caido

sinfonia do anjo caido

tudo naquela sala cheirava a morte,
a própria vida cheirava a morte,
eu andava lentamente pelo abismo,
em volta de mim mortos, implorando por ajuda
o cheiro era irreconhecível
cheirava a desespero

foi quando no fim docaminho sombrio
vi o rosto dela, tão sereno, tão calmo,
como se estivesse dormindo
me trousse paz...
algo naqueles olhos fechados, e expressão calma me aliviou
a face normalmente cheia de rugas, agora estava limpa
mal percebi o tubo entrando em teu corpo,
e as maquinas que apitavam sem parar por um momento pararam,

Olhei-a e sussurrei segredos,
confidências, juras de amor,
balancei teu cabelo, espetado
passei as mãos em sua testa lisa, estranhamente lisa
segurei sua mão, estava fria
tentei aquece La, tentei jogar a morte para longe
mas nada funcionava, a morte a segurava ainda mais firme
só segurei o que pude e no seu ouvido falei palavras de adeus
palavras de um adimirador

tentei falar poesias
declamar tudo a ela
mas nada saiu
mesmo assim a vi sorrir, mesmo que por 1 segundo
dei meu ultimo adeus,
e fui... 
 
(lucas de paula ferreira)

Nenhum comentário:

Postar um comentário